Tesouro Direto: taxas pagas pelo governo chegam a patamares históricos
- TaxFin
- 14 de jun. de 2024
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Os juros dos títulos públicos dispararam (ainda mais) nesta quinta-feira (13), quando o Brasil discute fragilidade dentro do governo, risco fiscal, dentre outros imbróglios que o presidente Lula enfrenta nesta semana.
No encerramento da sessão, os papéis atrelados à inflação com vencimento em 2029, o mais curto da modalidade, pagava 6,42%, taxa nunca paga na história do papel até aqui. No geral, os analistas recomendam a compra do título, uma vez que juros acima dos 6% são considerados atrativos quando combinados com a proteção que a indexação ao IPCA oferece.
Entre os prefixados, mais altas. Quem pagou mais foi o título com prazo para 2031, oferecendo retorno de 12,25%.
O humor dos investidores segue bastante negativo, em meio aos sinais de esgotamento da estratégia do governo de promover um ajuste fiscal apenas pela arrecadação e os sinais insatisfatórios do presidente Lula de que pretende fazer esforços para conter as despesas.
Neste contexto, as notícias de que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem sofrido ataques de dentro do próprio governo ampliaram a percepção de risco doméstico dos agentes ontem.
No começo da tarde, o ministro fez um afago ao mercado. Haddad apontou que, em conjunto com Tebet, começou a discutir a agenda de gastos de 2025. "Pedimos uma intensificação dos trabalhos e até junho queremos ter clareza do orçamento para o ano que vem. Estamos botando bastante força nisso, revisão ampla, geral e irrestrita".
Fonte: Valor
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